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Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam

– Como deve ser um verdadeiro Cavaleiro Templário

De acordo com os Estatutos, as condições para ser um membro da Ordem do Templo são;

a) Ser maior de idade e estar dentro de todas as suas capacidades físicas e mentais;

b) Se for casado, viver dentro do seu lar na maior harmonia possível;

c) Se for divorciado, estar a cumprir com todas as obrigações que lhe foram impostas pelo divórcio;

d) Ser cumpridor das suas obrigações cívicas e obediente às leis do país onde se encontra domiciliado;

As obrigações e deveres, exigências mínimas são as constantes dos Estatutos que regem a vida de um Templário, pois elas são muito mais de ordem moral e espiritual. São um conjunto de valores que imprimem um carácter, uma atitude.

Não pode ser Templário um alienado dos problemas sociais; nem omisso diante de uma estrutura social desumana e injusta; nem egoísta preocupado em amealhar riquezas só para si e para sua família; nem o que não atingiu a plenitude de sua maturidade como ser responsável de uma comunidade; nem o outro que embora tenha atingido uma idade cronológica adulta e tenha um desenvolvimento físico e moral duvidoso.

Para ser um Templário é preciso ser responsável, ser capaz de decidir por SI mesmo em todas as oportunidades e circunstâncias da vida. É necessário ter um espírito crítico das realidades objetivas e subjetivas do mundo e dos ambientes onde conviva a fim de poder cumprir sua missão transformadora e regida pelo aperfeiçoamento das estruturas injustas, escravizadoras e aviltantes onde vivam seus semelhantes. Procurar afastar das trevas do subdesenvolvimento as populações exploradas por interesses dos gananciosos e poderosos que se fartam ao preço da vida digna de seus semelhantes. Há de ser; o Templário, um líder em sua esfera de ação profissional cultural social e espiritual.

Para ser um Templário, é necessário alimentar e re-alimentar, a cada instante de sua vida, um ideal grandioso de amor ao próximo e lutar, onde quer que se encontre, por um mundo mais justo e mais humano, apesar das conseqüências, ou até o sacrifício. E preciso saber superar-se mediante a multiplicação de suas energias e potencialidades de toda ordem, convencido de que, se vier a tombar, outro Templário estará pronto a empunhar e conduzir seu Estandarte. É preciso ser uma muralha solidamente alicerçada na sabedo¬ria de uma luz maior, no conhecimento de uma filosofia de vida que objetiva o infinito, no cultivo incessante da pureza, da justiça e do amor. É preciso aceitar os benefícios proporcionados pela Ordem com o compromisso moral de refletir sobre o universo. É preciso saber receber os tesouros que descobrirá dentro de sua Ordem e saber dividir com os irmãos e os semelhantes, indistintamente, compreendendo que esses tesouros aumentam de valor à medida que são distribuídos e se amesquinham na medida em que forem mantidos egoisticamente para si.

Para ser um Templário é preciso possuir um coração de Templário. É preciso saber ser grande na humildade e humilde na grandeza. É preciso aprender a lutar pelo Poder e saber exercer com espírito de filantropia e entender que o devemos levantar templos à virtude. É preciso suplicar à divindade que afaste toda a impureza da parte moral e física. Para ser um templário, o homem terá de assumir uma atitude de Templário, corajosamente, em todos os momentos de sua vida.

Finalmente, todo aquele que se disponha a perseguir o grandioso ideal Templário, deverá colocar-se na vanguarda do amor ao próximo e ter Deus em seu coração, despertando e aperfeiçoando sua consciência, purificando-se das fraquezas e imperfeições humanas, amando até o limite de suas forças. É preciso sentir, exaltar a alma e inflamar-se o coração de amor pelo Eterno.

Quem não possui tais qualidades ou não se disponha a adquirir e desenvolver tais condições, não poderá vir a ser um verdadeiro e fiel Templário.

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