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Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam

– Interiorização Meditação e Reflexão

A caminhada que fazemos em direcção aos novos padrões sociais, que a todo o momento o ruidoso mundo à nossa volta nos impõe como modelo e como regra a seguir, desfoca-nos o plano de construção do nosso Templo Interno. Faz-nos esmorecer a vontade de o construirmos sólido, belo e gracioso. Até o Cavaleiro Espiritual de personalidade íntegra e de vontade indomável, fica confuso com esse mundo de tentações e de vícios. Desorientados, muitas das vezes, acabam por caminhar numa direcção oposta à influência de São Miguel, o guerreiro da justiça, cujo nome significa aquele que é uno com Deus, ou quem como Deus. E sem o poder deste Espírito Santo na Terra para os orientar no caminho que os conduz à arte suprema da vida, acabam por caminhar inseguros, ao mesmo tempo, que uma sensação de insatisfação e uma teimosa ansiedade os invade de forma permanente e angustiante. Principalmente, quando não conseguem atender às necessidades que lhes são impostas pela conjugação do verbo Ter. E na verdade, muitos são os Homens do nosso Tempo, que desde a mais tenra idade, se habituaram a tratar os bens, as ideias, e as próprias pessoas, como objectos descartáveis e facilmente substituíveis.

Por esta razão, quando o Cavaleiro Espiritual chega ao ponto em que a sua atenção está mais voltada para fora, em que o verbo Ter se sobrepõe ao verbo Ser, chegou o crucial momento em que é imperioso entrar no seu Templo Interno, para no mais recôndito interior se purificar das contaminações geradas pelo mundo profano, uma vez que é somente através da meditação e da introspecção que compreenderá, que quanto mais se distanciar do centro, mais distante fica da sua essência Divina, e da sua razão de ser.

Assim, todo o Cavaleiro Espiritual, ao entrar pela porta que directamente conduz ao seu coração, está a entrar no seu mundo interior, ao mesmo tempo que está também a entrar no espaço dominado pelo sagrado, e na morada do seu espírito eterno. E tanto mais, que é no interior desse Templo da fraternidade e do amor, que o Cavaleiro Espiritual pode ascender ao Eu Superior, o qual, o transforma num deus em acção, e por consequência o transforma num perfeito Guerreiro da Luz.

Contudo, se eventualmente o Cavaleiro Espiritual se esquecer da chave que abre esse misterioso portal da fraternidade, não deve preocupar-se, uma vez que no interior desse sagrado refúgio, habita uma voz muda e subtil, que no silêncio da antecâmara desse Templo, anseia e procura ser por ele ouvida. No entanto, só consegue se fazer ouvir, somente quando estão reunidas as condições para manifestar a sua presença, ou seja, quando o Cavaleiro Espiritual estiver em paz interior e em harmonia com o Universo. Então, ela confidenciar-lhe-á que a chave que abre a porta desse Templo que dá acesso ao seu Eu Superior, é a concentração e a meditação.

Assim purificado, o Cavaleiro Espiritual de espada na mão, pode precipitar-se sobre o dragão, num combate eterno. A eterna batalha do bem contra o mal.

 Oliveira Pereira (KCTJ)

 

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