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Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomini Tuo da Gloriam

- Existem Templários em Portugal?

Existem templários em Portugal? Se sim, quem está por trás? … (pergunta encontrada num blog português.) 

 A esta questão aliás, pertinentemente colocada, apesar da impertinência da forma, eis a resposta de um pobre cavaleiro de Cristo e templário do Século XXI…

A resposta será que sim. Existem! E que tal como em todo o mundo existem e coabitam sem se cruzarem, não só os Templários integrantes da verdadeira “Ordem do Templo”, como ainda outras associações e/ou pequenos grupos de cariz mais ou menos folclórico, que se dizem uns templários e outros nem isso pretendem…

Mas, a perdermos tempos, que o percamos sim falando de verdadero templarismo…

Como se deve imaginar, o rei francês Filipe IV – o belo -, em 1307 não extinguiu ou conseguiu erradicar todos os irmãos da face da terra como pretenderia apoiado em Clemente o papa de má memória…, tendo logicamente sobrevivido muitos irmãos, já que a Ordem não se restringia na época a território francês, mas sim num grupo multicontinental composto por milhares de irmãos por mais de nove mil propriedades e naturalmente sendo temidos por reis, rainhas e papas, não pelo seu poderio militar como erradamente se julga, mas sim pela enorme força que nessa época lhes dava  o conhecimento que detinham, pois que possuíam informações e conhecimentos que mais ninguém possuiria constituindo uma organização claramente muito à frente do seu tempo.

 Conhecimentos esses, que aliás, permitiram ao então mestre da Ordem, Jacques de Molay, em 6 de Junho de 1306 ao receber na ilha de Chipre (onde a Ordem do Templo estabelecera o seu quartel-general), o enviado de Sua Santidade Clemente V, portador de uma mensagem deste convocando mestre de Molay para comparecer em França, a exemplo do mestre dos Hospitalários – que igualmente fora convocado, mas que recusara deslocar-se, alegando o dever de permanecer junto da sua Ordem em tempo de conflitos -, informação essa, que agravou a desconfiança de mestre de Molay, mais a mais, quando a convocatória papal lhe requeria viajar incógnito e com reduzida escolta, pedido este que aumentou ainda mais as suspeitas de que algo de terrível se preparava pois que não competia a Sua Santidade determinar a forma como o mestre templário atravessaria as suas terras, motivo pelos quais Jacques de Molay deixara clara a sua desconfiança sobre o rei francês e sendo homem previdente e cuidadoso, recordando uma anterior traição de Frederico II e suspeitando de uma eventual armadilha – antes de viajar ao encontro do francês Filipe IV, tomou as providências necessárias para assegurar não somente a sobrevivência da Ordem e sua liderança e, para que a sabedoria e riqueza templária se não perdesse, escondendo-se quase tudo o que esta possuía de património material e espiritual.

 Assim, contrariamente ao que se julga, em 1314 ao serem queimados na fogueira régia mestre de Molay e alguns dos seus mártires companheiros falsamente acusados, muitos outros  se escaparam e desapareceram submergindo na bruma com os seus tesouros, (documentos da época referem que quando as tropas de Filipe chegaram ao porto de Nantes, apenas viram a frota templária de velas desfraldadas ao vento a desaparecer no horizonte, e outros ainda que várias carroças carregadas e cobertas de palha, protegidas por forte escolta templária disfarçada de agricultores, se escapara em direcção aos Pirenéus.

 Não é de todo descabido aqui se referir que alguns estudos referem que a origem do afamado Santo Sudário, não é mais do que um manto branco alegadamente do século I, peça de linho trazida da Terra Santa e que desde sempre constituíra património templário, sendo usado na suas sessões rituais de iniciação e que os carrascos de Jacques de Molay, usaram para envolver o seu corpo ferido pendurando numa da portas do Templo em Paris, permanecendo embrulhado dois dias no linho branco incapaz de se mexer devido aos ferimentos e demasiado fraco para se levantar enquanto as bactérias e químicos do seu corpo manchavam as fibras do tecido, produzindo nele uma imagem que mais tarde começou sendo venerada pelos Cristãos como sendo a do Corpo de Cristo, bela ironia do destino… O mestre dos cavaleiros templários, o chefe de uma suposta ordem herética, transformando-se no molde a partir do qual todos os artistas viriam a copiar a alegada face de Cristo…

Aproveita-se, para referir que contrariando frontalmente as torpes intenções papais, alguns reis se opuseram declaradamente à extinção e eliminação física dos templários, mormente em Portugal, reino de origem templária, onde nada contra a Ordem fora sequer atentado por Dom Diniz.

Dessa forma, a Ordem ao invés de se extinguir, apenas se adaptou às necessidades dos tempos, submergindo ou transfigurando-se e neste Séc. XXI abrindo de novo as suas portas e mostrando alguma visibilidade.

Nesse contexto, a “Ordem do Templo”, existe não só em Portugal, mas sim espalhada por todo o mundo!  

Existem consequentemente, Templários em Portugal em pleno Século XXI, tal como nos demais países, mas devida e perfeitamente legalizados perante as leis civis de cada país.

 É herdeira e continuadora da original Ordem do Templo, a actual Ordem dos Templários ou “OSMTH-Ordo Supremus Militaris Templi Hierosolymitani KTI”, também conhecida como Ordem Soberana do Templo de Jerusalém, ou em inglês, SMOTJ-Sovereign Military Order of the Temple of Jerusalem – KTI, sintetizando-se poder-se-á dizer que é uma associação internacional de Grandes Priorados Nacionais e autónomos de Direito Privado, para Utilidade Pública e Sem Fins Lucrativos, tendo como objecto social entre outros fins consignados na Lei, os de preservação dos locais sagrados ao redor de Jerusalém, a utilização de sinergias de lobby e o de intervenção diplomática no exterior onde e quando a OSMTH tenha por conveniente. Ainda, o de propagar as tradições da antiga cavalaria templária num quadro cristão ecuménico, patrocinando estudos históricos, simbólicos, filosóficos e heráldicos, ajudando na aproximação de todos os povos e suas culturas, bem como promover acções caritativas e de solidariedade nacional e/ou internacional.

Como Organização Cristã Ecuménica, buscará sempre a unidade entre toda a humanidade, baseando-se na tradição Templária, sendo constituída por Cristãos de reconhecida idoneidade moral e cívica, legalmente registada na Suíça com o Nr. de registo CH-660-1.972.999-4. Em 2001, a Ordem dos Templários, foi credenciada pelo Conselho Económico Social das Nações Unidas, como uma Organização Não Governamental (ECOSOC N°19885). É igualmente, membro associado do Internacional Peace Bureau (fundado por Alfred Nobel, o criador do Prémio Nobel, em 1891) e filiada ainda no Centro Internacional para Religião e Diplomacia (International Center for Religion and Diplomacy). E nessa qualidade, tem assento nessas instituições de inegável prestígio internacional nomeadamente sendo-lhe reconhecido o direito a indicar candidaturas para os Prémios da Paz anualmente atribuídos quer pelas Nações Unidas (ONU), quer no prestigiado Nobel da Paz.

Actualmente, a Ordem dos Templários existe como uma Organização Cristã Ecuménica, formada por Cristãos, sendo estes maioritariamente católicos. Foi refundada em 1804 e baseada na tradição dos Cavaleiros Templários busca a unidade entre a humanidade.

A figura central por trás da ressurreição da Ordem foi Bernard-Raymond Fabre-Palaprat, um médico francês que tomou interesse genuíno na história dos Templários. Em 1805, ele reorganizou a Ordem Templária, proclamando-se Grão-Mestre. Esta nova organização, foi amplamente aceite e até mesmo Napoleão, nela mostrou interesse. Em 1942, após a invasão de Paris pelas tropas nazis, todo o espólio da Ordem foi transferido para Portugal e António Campello Pinto de Sousa Fontes, um diplomata português, foi eleito “Regente” da OSMTH, abrindo posteriormente vários Priorados em países ocidentais e permitindo assim, que o movimento se espalhasse pelo mundo.

Presidida actualmente pelo Grão-Mestre Almirante James J. Carey da marinha de guerra norte-americana e coadjuvado pelo Grande Comandante Brigadeiro General Patrick E. Rea, oficial do exército norte-americano, sendo constituída maioritariamente por médicos, advogados, historiadores, professores universitários, magistrados, oficiais superiores das forças armadas, eclesiásticos, gestores e quadros superiores do sector público (Ministérios) e privado, profissões liberais, etc. (www.osmth.org) e (http://www.lusitaniaetemplum.pt/), ou ainda o website do grande Priorado da NATO (lhttp://nato.osmth.org/).

Em Portugal, é oficialmente denominada como Grande Priorado Lusitaniae Templum, com o NIPC 508479274, sendo presidida pelo Coronel Médico Dr. António O. Andrade.

O Grande Priorado Lusitaniae Templum, criado em 2007, é uma Associação Portuguesa, histórico-cultural, de direito privado, para utilidade pública e sem fins lucrativos, tem como objecto social, dar a conhecer as tradições da antiga cavalaria num quadro cristão e ecuménico, patrocinando estudos históricos, simbólicos, filosóficos e heráldicos, ajudando na aproximação dos povos e das culturas, bem como promover acções caritativas a nível local e integrando a sua matriz-mãe, ainda, os de contribuir para a preservação dos locais sagrados ao redor de Jerusalém, trabalhos de caridade e solidariedade social, de lobby e intervenção diplomática internacional.

Como Organização Cristã Ecuménica, os templários do Séc. XXI, buscam a unidade entre a humanidade, baseando-se na tradição Templária.

Em Portugal, a Ordem integra Cristãos, maioritariamente católicos, sendo estes em grande parte médicos, aos quais se juntaram economistas, sociólogos, juristas, professores universitários, advogados, historiadores, magistrados, oficiais e sargentos das forças armadas, eclesiásticos, gestores e quadros superiores do sector público e privado, profissionais liberais e estudantes universitários, etc.

Não estão ligados a nenhuma instituição maçónica, sendo totalmente independentes da maçonaria e das suas regras, tal como se não encontram igualmente ligados a quaisquer seitas ou outro tipo de organizações.

O GPLT-Grande Priorado Lusitaniae Templum (OSMTH-PORTUGAL), é filiado na OSMTH-Ordo Supremus Militaris Templi Hiérosolymitani, a instituição-mãe  internacional, sendo formado pelas Comendas ede “I-Lisboa”, “II-Tomar”, “III-Setúbal”, “IV-Mafra” e “V-CPorto”, “VI-Castelo Novo”, “VII-Torres Vedras (Oeste)” e “VIII-Idanha-a-Nova” sendo seu responsável máximo o Grão-Prior da OSMTH-Portugal, coadjuvado na direcção desta Ordem pelos seus grandes oficiais.

Quem pode aderir: Todos quantos expressamente se declarem como apreciadores da filosofia templária como modo de vida e que pretendam aderir ao objecto social do GPLT-Grande Priorado Lusitaniae Templum, sendo propostos por um ou mais membros efectivos que assumem responsabilidade pelo novo(a) candidato(a) e devendo a sua candidatura ser formalizada por escrito e acompanhada de um certificado de registo criminal válido.   

Na OSMTH-Portugal, como aliás em todos os grão-priorados estrangeiros, não existem nem se pactua com extremismos ou fanatismos de qualquer índole sendo totalmente apolíticos.

Aliás, para se ser membro, um(a) candidato(a) ao ser proposto, além de obrigatoriamente ter de entregar um certificado original de registo criminal limpo, preencher exaustivamente um curriculum bilingue (PT/FR-EN) e posteriormente terá de se sujeitar a uma investigação (sindicância) por parte da Ordem do Templo, a fim de comprovar se é ou não uma pessoa íntegra e de irrepreensível moralidade! Só ultrapassados todos esses requisitos, poderá ser considerado como Postulante e digno(a) de ser armado Cavaleiro ou Dama Templário, em cerimónia pública realizada anualmente.

E, no Brasil, existe oficialmente reconhecida desde 12.12.2009, como GP Brasiliensis Templum (OSMTH-BRASIL). Pessoa Jurídica CNPJ -  11.141.804/0001-27, tendo como fundador e seu primeiro dirigente um cidadão português, que muito naturalmente após as cerimónias de Dezembro de 2009, deu esse seu trabalho por findo e resignou indicando como seu substituto o ilustre advogado brasileiro Dr. Eduardo Dantas e que até então fora seu braço direito.  

 

Non Nobis, Domine, Non Nobis, Sed Nomine Tuo Da Gloriam

JCV (KCTJ (Autorizada  a edição neste Blog, pelo autor).

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